PROLOGO
Quando menos esperei,
Estava vivendo,
Outra vez...
.........................................................................
CANTO I - A CHEGADA
Ele chegou sem avisar,
Nínguem avisa essas coisas,
As pessoas simplismente assistem,
E algumas insistem em aplaudir.
É o metal-ópera dos ventos,
Ou como diria alguns;
O teatro dos vampiros.
E ficamos tão confusos
Tão quanto o canto de Dante,
Tanto quanto os lamentos de Goethe.
Mesmo sabendo ser frase,
E este exato saber, que exaspera.
Prefiro mil acasos tirados da cartola de um mágico,
À esta certeza mórbida.
Mas é a ultima fase,
Tão certa e precisa,
Quanto as voltas dos ponteiros dos relógios...
CANTO II - O BAILE
Ele ficou ao meu lado,
Como um anjo ou qualquer que o valha,
E não lhe contei metade,
Mas ele sabe,
Ó Deus! Ele sabe!
Alguns pensamentos nos induzem,
A sobrepujar nossa liberdade,
É um deserto escaldante,
É uma claustrofobia vazia,
É uma promessa nula,
Imprevisível,
Longa e tenra,
Assim como o paradoxo entre nós;
Eu sou noite, voce dia,
Entretanto, somos Lua e Maré.
Os risos das danças no salão,
O tempo girando a favor,
As luzes e cores das cortinas abertas,
Os sons dos cristais à brindar,
A interrupção da chuva,
Um relâmpago e um trovão,
O repentino silêncio que se seguiu,
Festa interrompida,
E saudade!
Doce quietude do tédio de não ter.
CANTO III - DOS CORTES
Dizer até logo,
Sem olhar nos olhos....
Para não pensar em Adeus.
..............................................................................
EPÍLOGO
Agora é madrugada,
Folhas,
Ventos,
E flores...
Um comentário:
Que sequem todas as fontes do mundo, menos a de sua inspiração.
Eu sei!!!
Postar um comentário