Da piscina de lona,
das palmeiras na janela da sala,
do pé de limão,
dos brinquedos pela casa,
dos vizinhos (eram muitos)
da familia reunida...
dos móveis velhos e rústicos,
da casa iluminada e ventilada,
onde demorava anoitecer...
dos cachorros no quintal
da chuva absorvida pelo solo,
de manhã, nas cadeiras de bambu, esperando a estiagem...
da merenda na lancheira,
das clientes pintando as unhas,
da tarefa de casa,
dos passarinhos,
do passeio de domingo na casa da avó...
do medo de trovão,
do medo de morrer,
do medo de não conseguir,
do medo de não aprender,
da ânsia de crescer...
[...]
tantas outras lembranças à toa,
numa caixa qualquer lá no sotão.
Tantas outras esvaziadas à força,
jogadas na caixa esquecida na calçada...
"O tempo voa" voce precisa correr,
Rima, métrica, ritmo, técnica, tudo sempre saber,
Aprenda, surpreenda, força!
"cresça e apareça" moça!
[...]
Das canções de tempo,
Das sinfonias de bichos,
Dos sonhos dos meninos...
Caixas tão cheias por aí...
Vazio aqui, alexandrinos.

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