E de repente,
me vejo sortuda...
ou será que é competência?
ou será maré de azar?
derrepentemente,
(não mais que)
recobro uma inconciência
recinto de exeções
e sei que estou feliz.
Sem perceber,
encontro um disparate,
na voz daquele estranho,
mas, o que estou fazendo?
não foi da vez passada,
não será da proxima então.
outra poesia (ou prosa)
e discordo dos meus livros,
diz dos restos que me restam.
só neologismos soltos
abstratos
sem repouso...
sei que ei de prestar contas,
e derrepente sei ainda,
que derrepente é acidente,
desses que são apagados
na curva da estrada.
Não queria outra lembrança,
não queria menos uma,
não queria quero mais.
Mas que se traduza a poesia,
não saberá qualquer que tente,
me encontrar nessas conversas furtivas,
desinteressadas, um mister "por acaso"
premeditado...
derrepente.

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